Showing posts with label comesebebes. Show all posts
Showing posts with label comesebebes. Show all posts

Wednesday, February 10, 2010

Encontrando o amor

Eu tenho um fraco muito forte (gah!) por produtos de padaria e confeitaria. Se isso já pegava muito nos meus tempos de Záffari, aqui, com o fator novidade, a coisa desandou total. E não são raros os dias que tu eu tenho que me controlar no supermercado para não levar todas aquelas coisas exageradamente coloridas e massudas que parecem saídas de um desenho animado. E me controlo em especial porque muitas coisas acabam sendo muito mais bonitas que gostosas. Eventualmente, claro, eu acabo cedendo e, quando tenho sorte, descobrindo coisas bem boas. Foi assim que viciei em cupcakes, por exemplo, que descobri que, contra todas as probabilidades, o mundo poderia tranquilamente viver sem fudge, que há excelentes pastries doces feitos de queijo e que compound chocolate normalmente só tem cor de chocolate (por isso compensa muito ler a letra miúda antes de pagar).

Mas ainda que me controle bastante, como o cara romântico que sou, não pude resistir a comprar PARA MIM MESMO uma caixa de biscoitos de Valentine's Day. A cara dele é esquisitíssima, qualidade suficiente para justificar a compra de acordo com meus altos padrões gastronômicos. Afinal como é que algo tão marrom e rosa e com confeitos em forma de mini-corações poderia ser ruim? E que pessoa tão fria poderia não levar um pacote que diz "Love You"? É praticamente o amor em forma de doce.

I love you too, cookies...

Tuesday, February 17, 2009

Ravioling

E eu hoje abandonei todos os meus princípios e jantei uma lata de ravioli.

No Brasil a gente se acostuma a resistir a qualquer comida enlatada, muito por causa daquele medo que a mãe tinha de que a lata estivesse amassada e isso adulterasse o leite condensado a tal ponto que a criança morresse ao comer o negrinho.

Pois bem, até agora vivo. E admito que a lata foi melhor que muito ravioli fresco (ui) que já comi por aí. E infinitamente² melhor que qualquer comida congelada que eu já comprei por aqui.

A marca é famosa, descobri, exatamente pelo seu ravioli, então talvez tenha sido golpe de sorte. De qualquer jeito foi bom o suficiente para me convencer a experimentar outros aluminados. Veremos...

Monday, January 26, 2009

Ano-Novo II

E para comemorar o Ano-Novo chinês fizemos uma janta típica. Na real nós queríamos beber acompanhados e precisávamos de uma desculpa, então sábado - 8h30 da manhã - lá fomos nós pra West Miami em busca da Lucky Oriental Mart, uma excelente lojinha de produtos orientais. Não que eu já tenha entrado em muitas, confesso, mas é um daqueles lugares de encher os olhos com as cores, texturas, formas e a total impossibilidade de saber o que são aquelas coisas. Me arrependi de não ter levado a câmera e pagado aquele mico, mas da próxima vez ele (o mico) não me escapa.

Cozinhamos o dia todo sem tempo nem pra digerir o dim sum do restaurante que ficava ao lado, mas valeu a pena. Conseguimos servir um belo porco agridoce, filé com gengibre, pão recheado com porco barbecue, sopa de frango com milho e curry e um abesordo martini de lichia. Tudo feito em casa, sem nenhuma caixa de papelão ou motoboy envolvido no processo. Foi de chorar de felicidade. Quase dormi no chão da sala incapaz de rolar até a cama.


quadrados coloridos para o molho

quadrados coloridos e o o seu amigo porco antes de se conhecerem

ingredientes

martini de lichia (pqp!)

amendoins e ervilhas no disco voador

filé com gengibre

o porco agridoce final

pão e bolinho no café-da-manhã do amanhã

Sunday, December 16, 2007

Comes e Bebes

Eu tenho tido muitas experiências gastronômicas diversas por aqui, mas há três recentes em especial que eu preciso citar...

No fim de semana do Art Basel (sobre o qual eu ainda não consegui escrever nada) entre uma galeria e outra fomos almoçar no único restaurante etíope de Miami. Comida apimentada com um tempero bastante único e com a peculiar característica que deve ser comida com a mão. Tudo é servido em forma de pasta ou pedaços de vegetais que têm que ser partidos com os dedos e depois dolocados dentro de um pão fino tipo árabe. Quem me conhece bem sabe que nem frango eu consigo comer com a mão, então foi uma experiência bem diferente e melequenta. Valeu de qualquer forma. A única coisa ruim é não ter tido nenhum de vocês aqui para compartilhar algumas das centenas piadas que passaram pela minha cabeça pelo fato de estar num restaurante etíope (onde teoricamente não há comida).

A segunda experiência a comentar foi ontem à noite. Geralmente esse tipo de bebida vira piada pela baratice da coisa, mas eu preciso confessar que me curvei à Inca Kola, uma Coca peruana e amarela maravilhosa e com uma aparência bem mais natural que a coca tradicional. Descobri num restaurante típico de Key Biscayne e hoje coincidentemente passei num mercadinho peruano, onde agarrei 24 latas...

A teceira foi essa manhã. Fomos a um lugar chamado Tropical Chinese Restaurant, em West Miami, para experimentar o Dim-Sum on carts. O lugar funciona assim: tu te senta à mesa e os chinesinhos ficam passando com carrinhos parecidos com carros de comida de avião e oferecendo o que tem neles. Detalhe é que a maior parte não fala nada de inglês e a comunicação é dificílima. Olhar pra comida também não ajuda nada a saber o que é, até porque a aparência é completamente diferente daquilo que a gente conhece como comida chinesa. O negócio então é olhar pros pratos e imaginar o que se vai gostar mais. Os chineses são autênticos e muito simpáticos, ficam falando e sorrindo o tempo todo sem dar menor importância que não tem como saber o que estão dizendo. O ambiente é um caos com aquele monte de carrinhos escapando vapor da comida passando pra lá e pra cá e gente gritando uma língua completamente diferente. Não é china, mas é certamente o mais perto que já cheguei.

Sunday, December 9, 2007

Selene

Eu sei que faz mto tempo que não escrevo (de novo), mas as coisas estão bem corridas por aqui. Selene e Socorro passaram 10 e 20 dias respectivamente lá em casa, teve Thanksgiving, Black Friday, Orlando, viagens próximas e todas as festas que esses eventos geram. Assim que a Selene voltou ao México, na terça-passada, começou o Art Basel aqui em Miami e, por fim, teve festa de fim de ano da empresa e o meu aniversário na sexta. Agora eu preciso de uns 10 dias de descanso, porque depois disso chega a Mikiê para passar o Natal comigo e, em seguida, vou pra Nova York visitar a Sabrina, ou seja, a vida só volta ao normal daqui a um mês. :-)

A Selene e Socorro chegaram aqui no dia 15 de novembro e, no dia seguinte, partimos pra Orlando. Dessa vez para visitar os Estúdios da Universal e o Islands of Adventure, na minha opinião os dois parques mais divertidos. Foi legal também que dessa vez eu fui pra lá dirigindo pela primeira vez e é bom ver que, mesmo depois de anos sem carro, encarar 4, 5 horas de estrada não é tão duro assim.

De volta a Miami, as chicas aproveitaram a primeira semana em que eu estive trabalhando e passearam sozinhas para fazer a maior parte do itinerário que não me atrai muito: compras. Elas descobriram que saem ônibus grátis para os malls da maioria dos hotéis, assim conseguiram se locomover sem problemas mesmo sem condução própria. Já fica a dica para quem quer fazer turismo solitário aqui e não alugou carro.

Na noite do Thanksgiving tivemos uma ceia supertradicional com a Junia, que entrou totalmente no espírito de confraternização e convidou eu e a Ana - dois brasileiros recém-chegados e sem tradição alguma de Ação de Graças - para jantar na sua casa. Além de nos convidar, se responsabilizou em comprar toda a ceia já que a gente não tinha muita idéia de como funcionava.

Foi um banquete com peru, presunto, stuffing, cranberries, torta de nozes e de abóbora e provavelmente mais alguma coisa que as últimas orgias alimentares já me fizeram esquecer... E foi aí, no meio do jantar, que decidimos meter o pé na jaca e encarar também o Black Fiday.

A BF é como é conhecida a sexta-feira após o Thanksgiving (que sempre cai numa quinta) e tem as maiores promoções e descontos de todo o ano no país. As lojas abrem pelas 5h da manhã e ficam abertas até o meio-dia. Se tu chegar cedo (leia-se entre 3 e 4h da manhã) para esperar na fila, consegue realmente umas coisas absurdas, inclusive algumas de graça, como webcams e auricular bluetooth para celular. O preço é 0 porque muitos eletrônicos aqui funcionam com rebate. Exemplo: se paga 20 dólares na loja, mas se manda um cupom de volta para o fabricante pelo correio e ele te devolve 10, 15 ou até mesmo 20 depois de 30 dias. É um sistema meio inacreditável no início, mas funciona, sério. Meu computador, por exemplo, teve 200 dólares de rebate.

Pois nós já havíamos combinado de ir ao BF porque restava alguns itens eletrônicos para as mexicanas, mas não estávamos muito empolgados com a idéia de acordar às 3h e ficar duas horas na fila. Por sorte, o Cristian (marido da Junia) nos contou que a CompUSA abria as portas às 21h de quinta-feira mesmo e ele já estava indo pra lá. Aproveitamos a empolgação e fomos também. No fim não conseguimos comprar nada em um preço realmente especial porque chegamos pelas 20h, mas valeu só para ver o descontrol da galera. As pessoas se transformam muito nesse tipo de evento.

Depois do Thanksgiving nós também fizemos um monte de passeios curtos para lugares mais próximos. Foi ótimo porque não precisamos de muito dinheiro nem tempo e eu conheci um pouco mais das redondezas de Miami. Fomos a uma cidade chamada Hollywood, que tem uma população mais franco-canadense que latina (ao contrário de Miami), e passeamos pelo Broadwalk, um calçadão com muuuita cara de California. Fomos também ao Miami Art Museum em Downtown onde vimos uma exposição muito legal, e também ao Museu de Ciência onde está rolando uma exposição de dinossauros chineses com 14 fósseis completos e enormes (programa bem julio ). Ainda deu tempo de conhecer os jardins de Vizcaya , cuja história é impressionante, passear por Fort Lauderdale, conhecida como a Veneza americana pelos inúmeros canais que atravessam a cidade, além dos filmes, cevas, margueritas, daikiris, jantas, desfile de moda (cortesia do René), festa de Natal com 200 desconhecidos, etc, etc, etc...

Entendeu por quê eu não escrevi mais?

Monday, October 22, 2007

Ah, Julio... de novo essa história?

Semana passada - entre pegar a ficha e sair com o queijo cortadinho na mão - eu levei QUARENTA MINUTOS INTEIROS. Sério, me estragou a noite. E o pior é que eu sou o único que parece se importar, então não tem ninguém nem pra fazer cara feia junto comigo.

Pelo menos agora eu comprei uma libra de muzarela e vou congelar pra não ter que voltar tão cedo.

Thursday, August 16, 2007

Miami Spice

Ontem à noite eu fui jantar fora com quatro amigos (na verdade um amigo meu e três emprestados) para aproveitar a temporada 2007 do Miami Spice, que é tipo um Porto Alegre em Cena trocando Porto Alegre por Miami e Teatro por Gastronomia.

Durante os meses de agosto e setembro alguns dos melhores restaurantes da cidade oferecem um cardápio especial pela bagatela de 20 dólares o almoço e 35 o jantar por uma refeição de três pratos (o nosso incluiu ainda um antipasto, mas não sei se isso é regra). Eu sei que o preço não parece lá tão atrativo, mas são lugares em que eu nem passaria na frente em outra época do ano com medo de não ter dinheiro para pisar na calçada.

Comemos no restaurante do Setai, um hotel de South Beach pertinho da praia. A experiência realmente valeu a pena: ambiente moderno-e-arrojado, comida à altura e vinhos de beber chorando. Claro que, mesmo sendo uma relativa barbada, não é para um brasileiro chulé como eu ir todo dia, afinal de contas não há bebida incluída no acordo, e é aí que o cidadão se enforca...

Setai

Thursday, August 9, 2007

Heh

Cacetinho = hard roll

Friday, July 13, 2007

vô não vô de comidas bizarras

Hmmm... Picolé de cachorro-quente com mel!

Thursday, June 28, 2007

Aquele da hipervalorização da mussarela*

Hoje eu passei pela primeira vez pela experiência de comprar frios no mercado. Nas outras vezes, que fui com a Barbara, já tinha sacado que o ritual era diferente e mais demorado do que estamos acostumados no Brasil, mas - como não tinha ido às vias de fato, não sabia ainda o que acontecia por trás daquele balcão cheio de bichinhos mortos fatiados.

Ao me aproximar do tal balcão, já senti o clima diferente: não havia filas. Não é que não havia gente, não havia filas. As pessoas estavam espalhadas pelos cantos conversando, de braços cruzados, parecia que aguardavam o maître. Depois de um pouco de observação, percebi que eles tinham um papelzinho verde nas mãos. Ah, é por senha. Tudo bem, mas onde eu pego a senha? Depois de procurar muito e não encontrar, pedi informação e encontrei a "máquina das senhas". Mas onde já se viu vender frios com senha? Acontece que frios aqui são fatiados NA HORA para CADA PESSOA, o que pode levar um bocado de tempo.

Minhas surpresas não acabaram por aí. Quando finalmente chegou a minha vez e eu "ordenei" um half a pound of mozzarella cheese, o rapaz (que ficava falando sozinho e dizendo que odiava o emprego dele) foi até a fatiadora e fez UMA fatia. Pegou-a nas mãos com suas luvinhas plásticas brancas e me TROUXE pra eu provar. Só depois que eu coloquei na boca e acenei positivamente com a cabeça ele retornou à fatiadora.

Como se isso não bastasse, eles enrolam caaada uma das fatias de queijo (ou presunto) em um papel plástico. Eu já tinha visto o queijo domesticado (em casa) e sabia que era assim, mas não fazia a menor idéia que se fazia manualmente.

Conclusão: nenhum sentido. Se tiver três pessoas na minha frente, eu levo fácil 15 minutos. Se cada um quiser queijo E presunto então, aumenta em pelo menos 50% o tempo por indivíduo. Praticidade zero.

Comprar queijo, para mim agora, passará a ser chamado de "uh, comprar queijo" pelo excesso de frescura. Certamente vou sair do mercado com 5 quilos cada vez pra não ter que voltar tão cedo. Hm, onde será que tem Zaffari por aqui?

* Esse post é dedicado a Larissa Magrisso, a mulher que sabe tudo sobre experiências domésticas com estilo.

Monday, June 11, 2007

Miami Beach

Publiquei umas fotos ontem de um passeio que fizemos a Miami Beach no domingo. Foi minha primeira vez lá durante e o dia e fiquei tarado pelo lugar.

Nós chegamos pelas três e pouco para almoçar e logo desembocamos na Lincoln Road, onde a gastronomia é mais concentrada. Essa rua de dia parece (não riam) com o brique da Redenção. Eu sei que eu sou gaúcho e não desisto nunca, mas não é bairrismo da minha parte. Tirando toda a cara de Miami do lugar e a absurda densidade de coqueiros/ser humano, a proposta é a mesma: ah, vamos passear para ver artesanato, comer coisas orgânicas e ver quem tá por lá. Assim acabamos num restaurante árabe natureba muito gostoso, que nos rendeu uma bela e inexplicável indigestão. Na verdade o sol estava tão forte que a gente ainda não sabe o que deu errado, se foi o shish kebab integral ou pura desidratação.

Enfim... depois do árabe seguimos pela Lincoln, que acaba onde? No mar A praia em si não tem grandes atrativos, mas a água é muito muito clara e quentinha, bem como eu gosto. E a estrutura que tem em volta também é show de bola: calçadão, parque, etc. Claro que, como não planejamos um dia na praia, a gente foi assim de tênis, bermuda de sarja e tudo mais, então não deu pra aproveitar 100%, mas eu já vi que vou passar muitos finais de semana por ali assim que as coisas acalmarem. Miami Beach: Eu vô.

Monday, June 4, 2007

Finalmente consegui comprar meu computador. É um pequeno passo para um homem, mas um grande passo em em direção ao reestabelecimento de uma vida normal.
Depois de passar a tarde fuçando na máquina, encontramos um colega de Porto Alegre que está trabalhando aqui por algumas semanas e fomos passear em Coconut Grove.
Coconut Grove é um bairro da cidade de Miami...

(parênteses)

Isso contraria tudo que me explicaram até agora. Aparentemente existe, sim, uma cidade de Miami além de Miami Beach e além do condado de mesmo nome, mas Coral Gables (onde estou morando atualmente) realmente não faz parte da cidade, mas faz parte do condado. Pelo mapa da Wikipedia, Coral Gables parece ser a cidade ao lado, entre South Coconut Grove e Coral Way. Eu sei que isso não deve ter a menor importância para quem estiver lendo, mas é que é muito estranho não entender a geografia do local onde se vive. É fisicamente indiferente, eu sei, se isso ou aquilo é um bairro ou uma cidade, mas como me incomoda não ter essa definição clara na cabeça. Se alguém aí entender de geografia da Florida (e tem que ser da Florida porque em outros estados muda tudo), por favor, me ajude.

(/parênteses)

...cheio de barzinhos e restaurantes. Pelo que me falaram, as ruas principais de Coconut são bastante turísticas, mas confesso que é o lugar onde vi mais americanos até agora (vai, fala que aqui só tem americano turista, fala), não que eu tenha andado muito por aí. Uma das atrações mais simpáticas do bairro é um shopping-galeria-centro comercial chamado CocoWalk, que está nas minhas fotos.

À noite fomos num restaurante de frutos do mar chamado Flanigan's, onde pudemos devorar um delicioso prato de costelas de peixe-porco-monstro com batatas. Fantástica iguaria.